Fables choisies illustrées par B. Monvel, Plon-Nourrit & Cie, 1888
| La Cigale, ayant chanté
| Tendo a cigarra em cantigas no inverno Passado todo o verão Achou-se em penúria extrema Na tormentosa estação. Não lhe restando migalha Que trincasse, a tagarela Foi valer-se da formiga, Que morava perto dela. Rogou-lhe que lhe emprestasse, Pois tinha riqueza e brilho, Algum grão com que manter-se Até voltar o aceso estio. - "Amiga", diz a cigarra, - "Prometo, à fé d'animal, Pagar-vos antes d'agosto Os juros e o principal." A formiga nunca empresta, Nunca dá, por isso junta. - "No verão em que lidavas?" À pedinte ela pergunta. Responde a outra: - "Eu cantava Noite e dia, a toda a hora." - "Oh! bravo!", torna a formiga. - "Cantavas? Pois dançe agora!"
Tradução de Bocage |
Curiosités et explications :
- Ayant chanté = après avoir chanté
- Fort = fortement, très
- La bise = un vent froid. Ici: l'hiver.
- De mouche ou de vermisseau = fantaisie de l’auteur puisque les cigales ne se nourrissent pas de ces insectes
- L’oût = autre fantaisie. L’août est la « moisson qui se fait durant le mois d’août » (Richelet)
- foi d’animal = la cigale s’engage, par cette formule, à être fidèle à sa promesse (celle de rembourser la fourmi)
- A tout venant = au premier venu
- J’en suis fort aise = je suis heureuse de cela
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